Tempo
Senhor das ações, espetacular maestro da singularidade.
O que fazer quando as respostas são codificadas na ilusão de pertencer a algo, ou alguém?
Ações, reações, princípios ilusiorios dentro de um contexto infinito de possibilidades arcaicas.
Formidavelmente passamos anos da nossa existência no limbo, sem saber o que fazer, agarramos nossos anseios com unhas e dentes, crendo que desta maneira, nosso vazio será preenchido.
Ilusão novamente, alcançamos nossos objetivos e não nos sentimos satisfeitos, uma busca incansável por algo que não sabemos o que é, nos preenchemos com matéria, quando na verdade o vazio é na alma.
Qual o sentido de lutar por algo, que nem mesmo te pertence?
Tempo, obsoleto senhor das inúmeras tentantivas de mudar o passado[…]
Enquanto anulamos totalmente nosso presente, desejamos incansavelmente por um futuro diferente.
Horas, minutos, segundos e séculos, o que te diferencia de alguém que viveu a um milénio? Temos os mesmos medos, as mesmas questões no interno, somos poeira dos astros, fazemos parte do tudo, ao perceber isso, o sentir muda e a vida; dura.
Autora: Aryane Silva.
